Cadeia de Moda busca soluções em TIC para melhorar operação, gestão e experiência do consumidor

Com mais de 26 mil empresas no estado do Rio, a indústria de moda tem demandas por tecnologias que melhorem seus processos produtivos e a experiência do consumidor, o que pode fomentar a cadeia de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).

No segmento de vestuário, o grupo S2 Holding, detentor das marcas Cantão, Redley, Kenner e Bisi, busca soluções que vão desde a automação industrial das fábricas a sistemas que facilitem o processo de compra dos clientes nas lojas.

Alexandre Nogueira, gerente de TI da S2 Holding, ressalta que o objetivo é potencializar as tecnologias nas atividades que podem aumentar as receitas e, por outro lado, otimizá-las de forma a reduzir os custos. De acordo com ele, há desafios tanto nas lojas e na fábrica quanto no atendimento a obrigações legais, como Bloco K e o eSocial.

“Buscamos parceiros em TI que possam trazer soluções. Apresentamos oportunidades para sistemas que proporcionem melhorias na experiência do consumidor no varejo e diminuam os custos, com a automação industrial, no processo industrial ”, disse Nogueira.

Pertencente ao setor têxtil, a Hak Aviamentos decidiu expandir seus negócios para atender o mercado de bolsas, calçados e as indústrias naval e automotiva. O reposicionamento demandou investimentos em tecnologia, como a reestruturação do sistema de gestão.

Para 2017, segundo o responsável de Infraestrutura de TI da companhia, Joanes Castro, a empresa busca hardwares para atualização do parque de servidores e, principalmente, soluções em telecomunicações. “Nosso maior desafio para o próximo ano será implantar esse novo sistema. Esperamos, com esses investimentos, ter resultados melhores e qualidade de informação para decisões mais assertivas”, explicou.

Já a empresa Pouquet, também responsável pelo Portal da Bolsa, do segmento de Bolsas, Calçados e Acessórios, tem como principal demanda soluções para integração de plataformas dos canais de vendas. “Nosso foco em TIC é ter sistemas que atendam a esse desafio. Manter a competitividade significa proporcionar uma experiência sensorial de compra perfeita por meio de todos os pontos de contato com o cliente”, afirmou Flávio Stützel, gestor do Portal da Bolsa.

As oportunidades foram apresentadas no seminário Conexão TIC: Cadeia da Moda, que tem como objetivo fomentar negócios para as empresas de TIC fluminenses, abordando as demandas de outros setores por produtos e serviços em tecnologia. O evento também contou com uma apresentação para contextualizar a indústria da moda no estado do Rio.

De acordo com Ana Carla Torres, coordenadora de desenvolvimento Setorial do Sistema FIRJAN, há mudanças em curso no setor que irão impulsionar parcerias com as empresas de TIC. “ As tecnologias serão absorvidas de forma cada vez mais rápida pela cadeia, pois já estão muito disponíveis e conhecidas pelos empresários.  Soluções que apoiam as análises de informações e gestão de operação são fundamentais para a competividade”, declarou.

Para Felipe Meier, vice-presidente do Sindicato da Indústria Eletrônica, de Informática, de Telecomunicações, de Produção de Software, de Produção de Hardware, de Produção de Produtos Eletroeletrônicos e Componentes no Estado no Rio de Janeiro (Sinditec), há muito potencial para negócios entre os setores de moda e TIC. “A informática está na vida de todos e presente em diversos segmentos. Na moda não é diferente. Temos possibilidades interessantes de parcerias”, observou.

O Conexão TIC: Cadeia da Moda, promovido pela FIRJAN e o Sinditec, aconteceu em 8 de dezembro, na sede da Federação.

Fonte: Firjan

Livro – Moda com Propósito

Em um mundo cada vez mais conectado, a moda ganhou força e conquistou espaço na vida das pessoas. Agora estamos cheios de produtos e sempre queremos mais. Nos últimos anos, porém, essa ansiedade gerada pelo consumismo tem deixado a sociedade e o meio ambiente esgotados, e a promessa de que a compra traz felicidade claramente não vale mais. No entanto, muitas marcas continuam buscando o lucro através da compra desenfreada.

Questionador como sempre, André Carvalhal reflete sobre essas contradições para apresentar aquilo que deveria nortear todas as marcas da atualidade – o fazer com propósito. Mirando muito além da venda e do marketing, ele nos mostra como é necessário entender certos valores como sustentabiilidade, comércio justo, consciência social e cultural para ser capaz de inovar e empreender com sucesso.

Assim como é preciso aprender a viver com menos, pensar nas consequências de se buscar sempre o mais barato e refletir no impacto social de cada ação e isso vale também para os consumidores. Afinal, com informações atualizadas a cada segundo, não basta simplesmente trabalhar por dinheiro. É preciso, acima de tudo, buscar esse novo olhar, para se viver e conquistar com propósito.

Boa leitura!

Livro: Moda com Propósito – Manifesto pela Grande Virada
Autor: André Carvalhal

Incentivo ao algodão sustentável

O algodão continua a ser a fibra mais usada no setor têxtil em todo o mundo e no Brasil. O país ocupa a posição de quinto maior consumidor mundial do produto e de terceiro maior produtor. Como ocorre com o restante da indústria da moda, a Ásia domina mais da metade da produção e consumo.

A matéria-prima entrou na mira das organizações socioambientais pelo uso intensivo de água e de agrotóxicos agressivos ao meio ambiente e à saúde dos trabalhadores rurais e famílias.

A solução, na visão das organizações socioambientais, está no algodão orgânico e no que é certificado por entidades como a Better Cotton Initiative (BCI). No entanto, a matéria-prima produzida em condições sustentáveis representa apenas 1% do volume do que é comercializado no mundo. Para melhorar esse número, a C&A assumiu dois compromissos.

Para a própria empresa, ficou estabelecida a meta global até 2020 de ter em seus produtos 100% de algodão sustentável. A companhia já é a maior usuária desse tipo de algodão no mundo.

Já as entidades ligadas às iniciativas sociais da marca devem concentrar esforços para estimular a produção e consumo do algodão sustentável para alcançar o patamar de 15% em 2020.

A experiência iniciada pela C&A e suas entidades pode ser conhecida no documentário For the Love of Fashion (Por amor à moda), feito em parceria com o canal de TV a cabo da National Geographic.

Apresentado por Alexandra Cousteau, neta do ambientalista francês Jacques-Yves Cousteau, o filme de 45 minutos aborda o cultivo do algodão orgânico e o impacto de seu uso nos produtos levados ao consumidor.

No Brasil, o Instituto C&A encontrou uma situação ambígua. O país se tornou o principal produtor de algodão com certificação BDI no mundo, um movimento originado entre os grandes produtores. No entanto, a sociedade e o mercado não sabem disso e os produtores não conseguem usufruir dessa vantagem em termos de valor agregado ou reputação.

Quanto à produção de algodão orgânico, concentrada no Nordeste, trata-se de uma atividade típica de pequenas propriedades e vem sendo difundida a passo de tartaruga.

Por isso, no Brasil, a tarefa não consiste apenas em incentivar a produção, mas também a demanda da indústria da moda pelo algodão sustentável, fundamental para aumentar o interesse dos grandes produtores e dar segurança de venda para os pequenos.

Como se vê, há um longo caminho pela frente. Pelas experiências vividas por outras cadeias de produção, como a do aço, a conquista da sustentabilidade pelo indústria da moda pode levar até 10 anos. Será uma tarefa principalmente para quem faz parte da geração Y, que já vem apresentando novos comportamentos tanto como consumidora quanto empreendedora.

Fonte: Diário do Comércio – Sustentabilidade

Olá!

Este é o nosso primeiro post e estamos muito felizes e ansiosos para mostrar a você os avanços tecnológicos na modelagem de vestuário!

Aguardem muitas novidades!

Equipe Modellagio+drappi